Normalmente não divulgo quadrinhos que estão sendo lançados, mas esse vale muito a pena: Morte em família foi lançado em 1988, e será republicado pela Panini Comics agora no mês de Outubro. A edição trará a imagem original de capa em que Batman está com o corpo de Robin nos braços (uma espécie de referência a Pietá de Michelangelo, como podemos ver em comparação abaixo).
Robin é leva uma surra do Coringa com um pé-de-cabra – isso seria uma maneira de um Robin morrer - mas o que realmente matou o menino-prodígio foi a explosão do armazém, de onde o Grande Palhaço consegue fugir.
A história foi a primeira a ter participação do público: quem decidiu pela morte da personagem foram os próprios leitores da revista, por votação: 5.343 a favor contra 5.271.
Robin já não era mais Dick Greysson, que hoje veste o manto do Batman, após a morte de Bruce Wayne. Dick tinha tornado-se Asa Noturna e a “bela” roupinha do menino-prodígio era vestida por Jason Todd – conhecido pela história de Allan Moore “Para o homem que tem tudo”, onde consegue derrotar Mongul.
Gostaria, para aqueles que ficarão revoltadinhos, explicar o título acima: não, eu não gosto do Robin. Uma personagem criada para que os jovens leitores se identificassem com as histórias? Caramba, eles já não as liam sem essa “identificação”? Toda a má fama de Batman partiu daí que foi piorada pelo psicólogo Frederic Wertham quando publicado o livro Sedução dos Inocentes (que inquiria as histórias em quadrinhos teorizando que a midia podia estar criando delinqüentes e homossexuais): Um adolescente, um playboy e um mordomo? Na cabeça de muitos era a Gaiola das Loucas com grana!
Infelizmente quem morreu foi apenas Jason Todd: o cargo de Robin sobreviveu para nossa “felicidade” e hoje é ocupado por Tim Drake.

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Andreia D’Oliveira que lê histórias do Batman desde o final da década de 80.








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