Desrespeito a memória de Herbert Richards
jan 11th, 2010 | By Andreia D'Oliveira | Category: Versão brasileiraInfelizmente(?) não poderia deixar de comentar sobre o texto de Diego Mainard para a Veja. Para que vocês entendam minha indignação, segue trecho, e tirem suas próprias conclusões:
Se a língua portuguesa teve Camões – com seus latinismos, com seus volteios eruditos, com sua sonoridade épica –, o patoá nacional teve Herbert Richers – com seus estrangeirismos, com seus falsos cognatos, com sua sonoridade de locutor de rádio. De dublagem em dublagem, Herbert Richers transformou nossa linguagem. Violentando predicados, pervertendo complementos, corrompendo particípios, ele revogou todas as regras que constrangiam nossa fala. Em particular, ele nos libertou da estapafúrdia necessidade de expressar um sentido. Mas ele foi mais longe do que isso. Além de revolucionar nossa linguagem, Herbert Richers revolucionou também nossa moral. Quando Jack Lemmon, numa comédia de Billy Wilder, tem a mesma voz e, principalmente, os mesmos atributos estéticos de Salsicha, num episódio do desenho animado Scooby-Doo (ambos – Jack Lemmon e Salsicha – dublados por Mário Monjardim), o resultado só pode ser uma sociedade como a nossa, em que todos os valores se equivalem e, portanto, se anulam.
Que comparação feliz, não é mesmo? Camões vs. Herbert Richards? Me elucidem: ambos são tradutores, ou ambos são literatos?Ah! Que bobagem, o autor quer falar sobre o legado para a língua, não é? Mesm0 porque em todas as produções nacionais nacionais ninguém fala “mas” apenas “não obstante”…
Onde mora o autor? Não é em um país que tem o segundo maior indice de analfabetismo da América Latina e que tem a dublagem considerada a melhor do mundo.
Dublagem é inclusão social. Ou será que apenas quem sabe ler ou sabe mais de um idioma pode ter acesso ao intretenimento?









É… Quem foi o louco que contratou um cara desses como colunista? No minímo, um imbecil maior do que este… O maluco comparou alhos com bugalhos porque ele nem ao menos sabe do que está falando, querer dissertar sobre o legado da língua sem ter sequer noção do que é REALMENTE a língua e suas complexidade. Imagine o que acontece quando um imbecil desses se junta com outro imbecil igualzinho a ele?
- “o resultado só pode ser uma sociedade como a nossa, em que todos os valores se equivalem e, portanto, se anulam.”
putz. sem comentários.
Revista Veja né?
Sinceramente não me surpreende nem um pouco…